

INSTITUTO DE FÍSICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS
DISCENTE: ELDER LENA
ORIENTADOR: PROF. DR. FREDERICO AYRES DE OLIVEIRA NETO
Produto Educacional: Cartilha Digital Pedagógica para Professores: O Uso de Paródias Musicais como Estratégia de Ensino Aprendizagem nas Ciências Naturais
Conteúdo do P.E disponível em: https://cartilhapedagogica.digital h


Fonte: Imagem gerada por IA com o ChatGPT (2025).Disponível em: https://chat.openai.com
CUIABÁ – MT
2025

Este produto educacional foi estruturado em seções que vão desde a conceituação da paródia como recurso didático até a apresentação de roteiros de aula, sugestões de avaliação e exemplos de letras adaptadas. A ideia central é possibilitar que professores, mesmo aqueles sem formação musical, sintam-se encorajados a explorar a potência da música em sala de aula, construindo experiências interativas, criativas e transformadoras.
Espera-se que esta cartilha contribua para a inovação das práticas pedagógicas, incentivando o protagonismo estudantil e fortalecendo a integração entre ciência, arte e cultura no cotidiano escolar.
Objetivos do Material, Público-Alvo e Como Utilizar
O que é uma Paródia Musical, Diferenças e Benefícios
Motivação, Aprendizagem Significativa e Interdisciplinaridade
Elaboração, Ensaios e Avaliação
Trabalho Individual, Grupos, Concursos e Recursos Digitais
Paródias de Biologia, Química e Física
Fichas, Roteiros e Rubricas de Avaliação
Reflexões e Possibilidades de Expansão
REFERÊNCIAS ao final da cartilha, conforme normas da ABNT vigentes.”
A música, ao longo da história, sempre esteve ligada à formação humana. Para os gregos antigos, em especial Platão, a música tinha um papel ético e formativo, pois moldava o caráter e a sensibilidade dos cidadãos. Essa perspectiva se atualiza no campo educacional contemporâneo, em que a música é compreendida como linguagem cultural, universal e transversal, capaz de articular cognição, emoção e identidade social (Penna, 2010).
No ensino de Ciências Naturais, esse potencial ganha relevância porque os conteúdos muitas vezes são abstratos, complexos e distantes da experiência cotidiana dos alunos. A música atua como mediadora que torna o conhecimento mais próximo, prazeroso e memorável. Segundo Ausubel (2003), novos conteúdos só podem ser assimilados de forma significativa se forem ancorados em conhecimentos prévios. Nesse sentido, ao trabalhar com melodias conhecidas, o professor ativa a memória afetiva e cultural dos estudantes, facilitando a inserção de conceitos científicos.
Vygotsky (1991) contribui para essa discussão ao enfatizar a aprendizagem como processo mediado socialmente. A música, por ser linguagem compartilhada, cria pontes entre sujeitos e saberes. Freire (1996), por sua vez, defende uma educação dialógica e libertadora, em que o conhecimento nasce da interação entre sujeitos. Nesse horizonte, a paródia musical não é recurso de entretenimento, mas um ato pedagógico intencional, que une rigor científico e ludicidade crítica.
Fonte: Imagem gerada por IA com o ChatGPT (2025).Disponível em: https://chat.openai.com
Os benefícios da paródia musical no ensino de Ciências Naturais têm sido amplamente descritos em pesquisas acadêmicas recentes (Silva & Ferreira, 2021; Ribeiro & Costa, 2020; Santos & Lima, 2018). Em primeiro lugar, a paródia favorece a memorização e compreensão de conceitos abstratos. Ao transformar termos técnicos em versos ritmados, a aprendizagem se torna mais fluida e acessível (Almeida, 2019).
Transformar termos técnicos em versos ritmados torna a aprendizagem mais fluida e acessível.
Quando os estudantes participam da construção da letra, experimentam autoria, criatividade e cooperação, fortalecendo vínculos com o conhecimento e com os colegas.
Permite articular Ciências Naturais com Arte, Língua Portuguesa e História Cultural, conforme defendido pela BNCC (2018).
Se apoia em melodias familiares ao estudante e conecta o novo conteúdo a estruturas cognitivas já existentes (Ausubel, 2003).
Outro benefício é o engajamento afetivo e social. Quando os estudantes participam da construção da letra, experimentam autoria, criatividade e cooperação, fortalecendo vínculos com o conhecimento e com os colegas (Freire, 1996). Além disso, o canto coletivo mobiliza dimensões emocionais que ampliam a receptividade ao conteúdo (Vygotsky, 1991).
A paródia também contribui para a interdisciplinaridade, pois permite articular Ciências Naturais com Arte, Língua Portuguesa e História Cultural, conforme defendido pela BNCC (2018). Esse aspecto reforça a visão de que a ciência não é um saber isolado, mas parte de um tecido cultural mais amplo.
Por fim, o uso da paródia fortalece a aprendizagem significativa (Ausubel, 2003), já que se apoia em melodias familiares ao estudante e, portanto, conecta o novo conteúdo a estruturas cognitivas já existentes. Essa característica explica os resultados positivos observados em avaliações diagnósticas e formativas nas experiências relatadas pelos artigos analisados (Oliveira, 2020; Costa & Ribeiro, 2021).
A música, quando utilizada em sala de aula, muitas vezes é reduzida a um recurso lúdico, entendido como momento de descontração ou de "quebra" da rotina escolar. Essa visão limitada, embora comum, enfraquece o potencial transformador da música na educação científica. Um recurso lúdico, por definição, tem caráter acessório e não necessariamente se articula de forma intencional com os objetivos de aprendizagem. Já uma estratégia pedagógica pressupõe intencionalidade, planejamento, alinhamento curricular e critérios de avaliação claros (Moran, 2018).

Fonte: Imagem gerada por IA com o ChatGPT (2025).Disponível em: https://chat.openai.com
No caso da paródia musical, a diferença entre usá-la apenas como "diversão" e aplicá-la como estratégia pedagógica está no modo como o professor a insere no plano de ensino. Se a canção é usada apenas para entreter, ela se limita ao campo lúdico. Contudo, se a letra é construída para contemplar conceitos científicos, organizada em sequência didática e avaliada em relação aos objetivos da aula, a paródia se configura como instrumento metodológico rigoroso (Leite; Nunes, 2020).
Segundo Vygotsky (1991), os instrumentos culturais — como a linguagem musical — tornam-se ferramentas de aprendizagem quando mediados pedagogicamente. Portanto, cabe ao professor planejar a paródia não como "extra", mas como parte do processo de ensino-aprendizagem, validando seu caráter científico e didático.
O presente material tem como objetivo oferecer aos professores da Educação Básica e da Educação Profissional um guia prático para a utilização de paródias musicais como recurso pedagógico no ensino de Ciências Naturais. Seu propósito é traduzir, em orientações objetivas e aplicáveis, os achados da pesquisa desenvolvida na dissertação de mestrado intitulada 'Cantar para compreender: o uso de paródias musicais como estratégia de ensino-aprendizagem nas Ciências Naturais'.
A proposta desta cartilha nasce da necessidade de aproximar o conhecimento científico do universo cultural dos estudantes, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais significativo, crítico e inclusivo. Para isso, o material apresenta fundamentos teóricos, estratégias práticas e exemplos concretos que possam subsidiar a atuação docente.
O presente material tem como objetivo oferecer aos professores da Educação Básica e da Educação Profissional um guia prático para a utilização de paródias musicais como recurso pedagógico no ensino de Ciências Naturais. Seu propósito é traduzir, em orientações objetivas e aplicáveis, os achados da pesquisa desenvolvida na dissertação de mestrado intitulada 'Cantar para compreender: o uso de paródias musicais como estratégia de ensino-aprendizagem nas Ciências Naturais'.
A proposta desta cartilha nasce da necessidade de aproximar o conhecimento científico do universo cultural dos estudantes, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais significativo, crítico e inclusivo. Para isso, o material apresenta fundamentos teóricos, estratégias práticas e exemplos concretos que possam subsidiar a atuação docente.
Este produto educacional foi estruturado em seções que vão desde a conceituação da paródia como recurso didático até a apresentação de roteiros de aula, sugestões de avaliação e exemplos de letras adaptadas. A ideia central é possibilitar que professores, mesmo aqueles sem formação musical, sintam-se encorajados a explorar a potência da música em sala de aula, construindo experiências interativas, criativas e transformadoras.
Espera-se que esta cartilha contribua para a inovação das práticas pedagógicas, incentivando o protagonismo estudantil e fortalecendo a integração entre ciência, arte e cultura no cotidiano escolar.

Fonte: Imagem gerada por IA com o ChatGPT (2025).Disponível em: https://chat.openai.com
Contextualização teórica do uso da música no ensino.
Instruções de como planejar e aplicar paródias.
Paródias testadas em pesquisas e salas de aula.
Fichas de planejamento, checklists e rubricas de avaliação.
2.1 Música e Educação: uma relação histórica e pedagógica
A música, ao longo da história, sempre esteve ligada à formação humana. Para os gregos antigos, em especial Platão, a música tinha um papel ético e formativo, pois moldava o caráter e a sensibilidade dos cidadãos. Essa perspectiva se atualiza no campo educacional contemporâneo, em que a música é compreendida como linguagem cultural, universal e transversal, capaz de articular cognição, emoção e identidade social (Penna, 2010).
No ensino de Ciências Naturais, esse potencial ganha relevância porque os conteúdos muitas vezes são abstratos, complexos e distantes da experiência cotidiana dos alunos. A música atua como mediadora que torna o conhecimento mais próximo, prazeroso e memorável. Segundo Ausubel (2003), novos conteúdos só podem ser assimilados de forma significativa se forem ancorados em conhecimentos prévios. Nesse sentido, ao trabalhar com melodias conhecidas, o professor ativa a memória afetiva e cultural dos estudantes, facilitando a inserção de conceitos científicos.
Vygotsky (1991) contribui para essa discussão ao enfatizar a aprendizagem como processo mediado socialmente. A música, por ser linguagem compartilhada, cria pontes entre sujeitos e saberes. Freire (1996), por sua vez, defende uma educação dialógica e libertadora, em que o conhecimento nasce da interação entre sujeitos. Nesse horizonte, a paródia musical não é recurso de entretenimento, mas um ato pedagógico intencional, que une rigor científico e ludicidade crítica.
📦 Caixa de apoio – Justificativa para Plano de Aula
O uso da música nesta atividade dialoga com a teoria da aprendizagem significativa (Ausubel, 2003) e com a perspectiva da mediação sociocultural (Vygotsky, 1991), contribuindo para a construção de sentidos coletivos e para a motivação dos estudantes.”
2.2 Diferença entre Recurso Lúdico e Estratégia Pedagógica
A música, quando utilizada em sala de aula, muitas vezes é reduzida a um recurso lúdico, entendido como momento de descontração ou de “quebra” da rotina escolar. Essa visão limitada, embora comum, enfraquece o potencial transformador da música na educação científica. Um recurso lúdico, por definição, tem caráter acessório e não necessariamente se articula de forma intencional com os objetivos de aprendizagem. Já uma estratégia pedagógica pressupõe intencionalidade, planejamento, alinhamento curricular e critérios de avaliação claros (Moran, 2018).
No caso da paródia musical, a diferença entre usá-la apenas como “diversão” e aplicá-la como estratégia pedagógica está no modo como o professor a insere no plano de ensino. Se a canção é usada apenas para entreter, ela se limita ao campo lúdico. Contudo, se a letra é construída para contemplar conceitos científicos, organizada em sequência didática e avaliada em relação aos objetivos da aula, a paródia se configura como instrumento metodológico rigoroso (Leite; Nunes, 2020).
Segundo Vygotsky (1991), os instrumentos culturais — como a linguagem musical — tornam-se ferramentas de aprendizagem quando mediados pedagogicamente. Portanto, cabe ao professor planejar a paródia não como “extra”, mas como parte do processo de ensino aprendizagem, validando seu caráter científico e didático.
📦 Caixa de apoio – Justificativa pronta
“Nesta atividade, a paródia não foi utilizada apenas como recurso lúdico, mas como estratégia pedagógica intencional, alinhada aos objetivos da BNCC (2018) e fundamentada na perspectiva da aprendizagem significativa (Ausubel, 2003).”
2.3 Benefícios do Uso de Paródias no Ensino de Ciências Naturais
Os benefícios da paródia musical no ensino de Ciências Naturais têm sido amplamente descritos em pesquisas acadêmicas recentes (Silva & Ferreira, 2021; Ribeiro & Costa, 2020; Santos & Lima, 2018). Em primeiro lugar, a paródia favorece a memorização e compreensão de conceitos abstratos. Ao transformar termos técnicos em versos ritmados, a aprendizagem se torna mais fluida e acessível (Almeida, 2019).
Outro benefício é o engajamento afetivo e social. Quando os estudantes participam da construção da letra, experimentam autoria, criatividade e cooperação, fortalecendo vínculos com o conhecimento e com os colegas (Freire, 1996). Além disso, o canto coletivo mobiliza dimensões emocionais que ampliam a receptividade ao conteúdo (Vygotsky, 1991).
A paródia também contribui para a interdisciplinaridade, pois permite articular Ciências Naturais com Arte, Língua Portuguesa e História Cultural, conforme defendido pela BNCC (2018). Esse aspecto reforça a visão de que a ciência não é um saber isolado, mas parte de um tecido cultural mais amplo.
Por fim, o uso da paródia fortalece a aprendizagem significativa (Ausubel, 2003), já que se apoia em melodias familiares ao estudante e, portanto, conecta o novo conteúdo a estruturas cognitivas já existentes. Essa característica explica os resultados positivos observados em avaliações diagnósticas e formativas nas experiências relatadas pelos artigos analisados (Oliveira, 2020; Costa & Ribeiro, 2021).
📦 Caixa de apoio – Frase para Plano de Aula
“A utilização de paródias nesta sequência didática potencializa a aprendizagem significativa (Ausubel, 2003) e promove engajamento social e afetivo (Freire, 1996; Vygotsky, 1991), favorecendo tanto a memorização de conceitos quanto o desenvolvimento de competências críticas e colaborativas.”
2.4 Perspectivas Interdisciplinares para o Ensino de Ciências
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) estabelece como princípio a interdisciplinaridade, compreendida como articulação de diferentes áreas do conhecimento para a formação integral do estudante. Nesse sentido, o ensino de Ciências Naturais não pode se restringir à transmissão de conceitos isolados, mas deve dialogar com linguagens artísticas, sociais e culturais. A paródia musical se apresenta como recurso privilegiado para esse diálogo, pois permite integrar ciência e arte, linguagem científica e expressão estética.
Segundo Morin (2015), o pensamento complexo requer que a escola supere fragmentações disciplinares e promova conexões significativas. Ao compor paródias, os alunos mobilizam conhecimentos de Ciências, mas também de Língua Portuguesa (criação textual, métrica, rimas), de Artes (melodia, ritmo, performance) e até de História e Sociologia (quando se relaciona o conteúdo científico ao contexto social e cultural da música escolhida).
Freire (1996) já alertava que a educação precisa ser dialógica e contextualizada, partindo do universo cultural dos alunos para alcançar conceitos científicos mais complexos. A paródia concretiza esse princípio, pois dialoga com repertórios musicais conhecidos, transformando-os em veículos para a compreensão de conteúdos de biologia, química, física ou ciências da saúde.
Experiências relatadas em pesquisas confirmam essa potência interdisciplinar: no ensino de citologia, paródias ajudaram os estudantes a compreender organelas celulares ao mesmo tempo em que desenvolveram criatividade textual (Almeida, 2019); em química, a estratégia aproximou fórmulas abstratas de situações concretas do cotidiano (Santos; Lima, 2018); em biologia evolutiva, as canções incentivaram o debate crítico sobre concepções alternativas da ciência (Ribeiro; Costa, 2021).
Essa abordagem amplia o alcance pedagógico da paródia e legitima sua utilização como recurso inovador, alinhado às demandas curriculares contemporâneas. Em vez de uma prática marginal ou recreativa, a paródia se insere em um movimento de ensino interdisciplinar, crítico e criativo, fortalecendo a formação integral dos estudantes.
📦 Caixa de apoio – Frase modelo para Plano de Aula
A atividade foi planejada a partir de uma perspectiva interdisciplinar, articulando Ciências Naturais, Língua Portuguesa e Artes, em consonância com a BNCC (2018) e com a proposta de uma educação contextualizada e significativa (Freire, 1996; Morin, 2015).”
A paródia desperta entusiasmo imediato porque conecta o conteúdo escolar ao universo cultural dos alunos. Ao cantar e compor letras baseadas em temas científicos, os estudantes se sentem mais próximos da disciplina e participam com maior espontaneidade.
Quando os alunos criam letras de paródias, precisam reorganizar os conceitos em linguagem acessível. Esse processo faz com que a compreensão vá além da memorização.
A paródia permite integrar Ciências, Português e Artes em uma mesma atividade, valorizando múltiplas habilidades dos estudantes. É também uma prática inclusiva, pois oferece diferentes formas de participação.
➡️ Isso garante engajamento já nos primeiros minutos da aula.
➡️ Essa etapa garante que o conteúdo seja internalizado de forma sólida.
➡️ Assim, todos participam de acordo com suas capacidades.
Para que serve: transformar conteúdos complexos de Ciências Naturais em linguagem cantada sem perder rigor conceitual, elevando motivação e retenção (Souza, 2011; Ferreira & Oliveira, 2012; Almeida, 2015; Carvalho, 2016; Silva & Nunes, 2017; Ribeiro & Costa, 2018; Leite & Nunes, 2019; Oliveira, 2020; Gomes, 2021; Silva & Ferreira, 2020; Souza & Pereira, 2022; Lima, 2023; Santos, 2013; Moraes, 2014).
Objetivo: mapear os conceitos essenciais que precisam aparecer na letra (evita simplificação indevida e garante alinhamento curricular).
Critérios técnicos:
Critérios pedagógicos:
Estruture antes de escrever:
Técnicas de letramento científico:
Roteiro sugerido (aula de 50 min):
Objetivo: verificar compreensão conceitual, não "performance vocal".
Triangule evidências (3 fontes rápidas):
A escolha entre trabalho individual ou coletivo depende dos objetivos da aula.
Individual: favorece a autonomia, a apropriação pessoal do conteúdo e a avaliação da aprendizagem de cada estudante. Ex.: cada aluno cria uma estrofe sobre uma organela celular.
Em grupo: estimula a cooperação, a negociação de ideias e a construção coletiva de significados (Vygotsky, 1991). Ex.: grupos de 4 a 6 alunos compõem paródias sobre etapas da fotossíntese ou do ciclo da água.
Sugestão prática: combine as duas modalidades. Primeiro, cada aluno esboça versos individuais; depois, os melhores são reunidos e organizados pelo grupo em uma canção final.
Concursos funcionam como eventos motivacionais, ampliando o envolvimento da turma e a valorização do conhecimento.
Passos:
Pesquisas indicam que atividades competitivas bem mediadas aumentam a motivação sem prejudicar a cooperação (Carvalho, 2016; Leite & Nunes, 2019).
As paródias podem se tornar o ponto de partida ou de chegada em aulas que integram diferentes estratégias didáticas:
Essa integração garante maior solidez no processo de aprendizagem, pois conecta diferentes linguagens e modos de pensar (Silva & Ferreira, 2020).
O uso de recursos digitais amplia o alcance das paródias musicais, fortalece a autoria dos estudantes e conecta a prática pedagógica ao universo tecnológico que já faz parte do cotidiano discente. Essa estratégia também dialoga com as competências digitais previstas na BNCC (2018), que incentivam o uso crítico e criativo das tecnologias.
Fluxo de aplicação digital:
Música base: "Evidências" (José Augusto/Paulo Sérgio Valle).
Trecho adaptado:
"Sangue vai, sangue vem,
pelo corpo a circular.
Vai coração para os pulmões,
Para o oxigênio espalhar."
Como aplicar:
Resultados observados: segundo Ribeiro & Costa (2021), alunos relataram maior facilidade em lembrar a sequência das cavidades cardíacas.
Música base: "Asa Branca" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira).
Trecho adaptado:
"Quando o átomo quer se unir,
vem elétron pra dividir.
Se for iônica vai ter troca,
se for covalente, é só fundir."
Como aplicar:
Resultados observados: pesquisas como a de Silva & Nunes (2019) destacam aumento no índice de acertos em exercícios de classificação de ligações químicas.
Música base: "Tempo Perdido" (Legião Urbana).
Trecho adaptado:
"Se um corpo está parado, vai continuar,
só muda se uma força vier lhe empurrar.
Se acelera, é massa vezes força,
isso é Newton a nos explicar."
Como aplicar:
Resultados observados: conforme Gomes (2021), a música favoreceu a redução da ansiedade em alunos que tinham dificuldades com fórmulas.
QUADRO COMPARATIVO – IMPACTOS OBSERVADOS

Fonte: Imagem gerada por IA com o ChatGPT (2025).Disponível em: https://chat.openai.com
As experiências com paródias relatadas em Biologia, Química e Física apresentam elementos em comum:
A ficha de planejamento auxilia o professor a organizar a atividade de forma clara, definindo objetivos, conteúdos, música escolhida e critérios de avaliação.
O roteiro serve como guia passo a passo para o professor aplicar a paródia sem improviso, garantindo intencionalidade pedagógica.
A rubrica dá transparência ao processo avaliativo, permitindo que os alunos compreendam os critérios.
O uso de paródias musicais em Ciências Naturais revela-se como uma prática que rompe com o paradigma da sala de aula tradicional, aproximando conteúdos científicos da realidade cultural dos estudantes. O professor deixa de ser mero transmissor de informações para assumir o papel de mediador criativo, capaz de articular ciência, arte e afetividade.
Como destacam Freire (1996) e Vygotsky (1998), o ensino só se torna significativo quando o estudante participa ativamente da construção do conhecimento. Nesse sentido, a paródia musical se consolida como prática pedagógica emancipadora, pois valoriza a linguagem artística, fortalece vínculos e possibilita múltiplas formas de aprender.
Para que a aplicação das paródias alcance seu potencial pedagógico, recomenda-se que os professores:
O potencial da metodologia não se restringe às Ciências Naturais. As paródias musicais podem ser aplicadas em:
Como História (paródias sobre processos históricos), Matemática (regras e fórmulas), Língua Portuguesa (revisão de gramática e literatura).
Em oficinas de metodologias ativas, incentivando futuros professores a experimentar a linguagem musical.
Como feiras de Ciências, saraus culturais e atividades extracurriculares.
Com podcasts, vídeos curtos e repositórios de paródias, fortalecendo o vínculo entre escola e tecnologias contemporâneas.
Assim, a proposta aqui defendida transcende os limites de uma prática isolada e pode se consolidar como estratégia transformadora de ensino aprendizagem, inovadora e inclusiva, capaz de dialogar com os desafios do século XXI.

Fonte: Imagem gerada por IA com o ChatGPT (2025).Disponível em: https://chat.openai.com
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO